Hoje eu estou num daqueles dias pensativos, acho que todo mundo tem épocas assim né? Momentos em que acontecimentos recentes forçam a gente a pensar, pensar e tentar entender o que não pode ser compreendido. E olha que eu não estou falando da mente feminina! Isso acho que não se pode nem cogitar descobrir, o que na verdade é até bom. Mas algumas coisas perturbam minha cabeça.
O que faz a gente gostar ou desgostar de algo ou alguém? Parece simples isso né? É comum dizer que gosto cada um tem o seu, uns gostam de amarelo e outros de verde, uns gostam de rock outros de pagode. Será que é um simples ato de escolha?
Ou seria algo mais complexo? Será que nossos gostos não são condicionados pelas nossas experiências mais do que algo aleatório? Mas não o simples fato de ter contato com sua opção desde pequeno, não é o fato de alguém escutar rock desde pequeno, porque seus pais também escutam, que essa criança será um roqueiro.
A coisa é um pouco mais complexa, tem a ver com o que essa coisa nos passa, o que o rock passa para essa criança? Se ela tiver uma relação legal com seus pais, vai achar que tudo relacionado a eles é legal e vai gostar também, se no entanto ela não é feliz com seus pais, muito possivelmente passará esse sentimento ao rock, que lembra muito os pais.
Então, gostar ou não gostar tem a ver com que sentimentos estão envolvidos quando se tem contato com o objeto de escolha, gostamos ou não gostamos pela resposta sentimental que a coisa nos proporciona, e esta resposta ta mais ligada ao contesto de quando tivermos esse contato, do que com a coisa em si.
Seria certo dizer então, que nós não gostamos ou desgostamos das coisas ou pessoas, e sim gostamos ou desgostamos do que essas coisas ou pessoas representam pra nós, que sentimento elas passam e como nos sentimos em contato com elas. Não tem nada a ver com o rock ser melhor ou pior que o pagode, mas sim que o rock me transmite sentimentos que o pagode não transmitiu.
Então, você fez sua opção com tempo, foi considerando o rock melhor que pagode, era mais gostoso escutar rock, se sentia melhor ao lado das pessoas que escutavam rock e foi virando um roqueiro. Isso pode mudar? Depois de muito tempo considerando que o rock lhe transmitiu sentimentos bons, pode você de repente deixar de gostar de rock?
Será que é possível que um dia, outra opção lhe traga um conforto sentimental melhor? Novamente, tudo depende de sua experiência, os caminhos que sua vida vai tomando, da mesma forma que no passado o rock foi sendo associado a coisas boas, em algum momento você pode começar a associá-lo a sentimentos ruins, ele pode estar presente em momentos ruins, as suas amizades no meio roqueiro não estarem te satisfazendo.
Aí, alguma outra coisa vai te trazer mais conforto, um daí você sai com uma galera que curti pagode, se sente bem de uma forma que a muito não se sentia com a galera do rock, e começa a preferir eles, o pagode passa a lhe representar sentimentos mais felizes, os mesmos que o rock te despertava no passado.
O rock não mudou, o pagode não mudou, nenhum ficou melhor ou pior que o outro, mas sem perceber, você foi virando um pagodeiro, não porque agora odeia rock, mas porque o pagode te faz sentir melhor, fazendo seu gosto mudar.
E as pessoas? Também escolhemos assim? Será que nos aproximamos e começamos a gostar das pessoas pelo sentimento que elas nos passam, pelas emoções que elas transmitem? E podem elas também deixar de ser atraentes se o que nos transmitem mudar?
Que coisa, gostar e não gostar parece ser algo muito complexo então? E você, o que te faz gostar ou não gostar de alguma coisa? Tem uma opinião diferente? Escreva ai nos comentários, vamos ver se existe algum consenso. De qualquer forma, espero que tenham gostado do que escrevi. ;-)